quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Por que o mundo é azul.

As formas de viajar são limitadas. Se mergulharmos fundo na experiência transcedental da viagem, podemos dizer que ao caminhar vivenciamos a primeira e mais simples forma de viajar. Em seguida, as rodas da bicicleta podem nos levar ainda mais longe em um décimo do tempo, o que melhora os resultados da exploração. Mais longe, mais paisagens, mais encontros, mais recordações, a bicicleta só vem acrescentar na investigação de um sítio desconhecido. Ainda melhor, com ela você pode se perder mais rápido e facilmente, o que, mais uma vez, acrescenta mais emoção à viagem.
Depois do pedal vem o motor e com ele vamos ainda mais longe, nos perdemos ainda mais longe e vamos mais fundo na exploração do desconhecido. A motocicleta é aventura pura! Adiciona à equação da viagem algumas gotas de adrenalina e um aspecto selvagem que nem de longe se aproxima do bucolismo e romantismo típico de sua prima desmotorizada. A moto nos leva na conquista de um estado desconhecido, de equilíbrio e ousadia, ela nos ajuda a entender o espírito desbravador e inóspito em cada um de nós.
De duas passamos para quatro rodas. Entre os similares, há o carro, mais popular, depois o ônibus, que às vezes contam com o dobro de rodas, seguido pelo caminhão. Não importa em qual deles esteja trafegando, a sensação é aquela de ser capaz de abraçar o mundo com a companhia de queridos amigos, ou a família. O porta-malas abarrotado, o teto cheio de pranchas, não esqueça do fogão à butano se for acampar, as barracas e quanta coisa que nem da mala vai sair!!
Viajar neste veículo é como transportar a casa, levar os aparatos necessários para qualquer situação, se preparar para deixar o planeta caso ocorra uma explosão nuclear! O carro é a extensão da casa e nos leva com segurança e comodidade aos lugares mais distantes da terra, ao menos onde haja um posto de combustível!!
Após chamar um táxi e percorrer despreocupado as ruas da cidade, chegamos no aeroporto. Uau! Lugar de exploração em si mesmo, guarda e serve de pouso e partida dos aviões. "Senhoras e senhores passageiros, apertem o cinto que vamos aterrisar". Aquele frio na barriga, o zumbido no ouvido, as alturas acima das nuves, o teto do céu, o horizonte que pende e parece encurtar as distâncias entre qualquer ponto do planeta. Já não rodamos as estradas, nem ultrapassamos outros veículos. Somos controlados por radares e a torre de comando transmite a rota e as permissões de vôo.
No avião observamos pela janela as cidades, o desenho da terra, dos terrenos, as casas espalhadas pela superfície agora plana da terra. É incrível onde pode-se chegar com os aviões. Atravessamos continentes, oceanos, mares, tudo. Ele nos alça em escalas nunca dantes imaginadas. Vamos seguindo numa linha imaginária, sob estradas de nuvens e turbulências que são como os buracos nas rodovias.
Bom, é claro que ainda podemos viajar até o espaço naqueles ônibus espaciais! Que nome foram arrumar! Ônibus espacial, se ainda carregasse mais que meia dúzia de astronautas! A viagem espacial está se popularizando e imagino que daqui a pouco as pessoas estarão indo à Lua, quem sabe onde?? Mas, se tiver um milhão de dólares, hoje, você pode entrar nessa viagem!
Como nenhum de nós o tem... se você tem, me faz um empréstimo?!!!
Vamos então para o último e o primeiro jeito de viajar (depois da imaginação é claro!), a navegação.
Viajar de navio, barco, lancha, ou jangada, é incrível enfrentar a fúria e o balanço das águas, das profundas águas do oceano. Os portos aguardam ansiosos pelas embarcações. Onde estão? Nas revoltosas ondas que se chocam contra o casco, que brincam com o navio como brincávamos na banheira quando crianças. As viagens de navio são sempre uma incógnita, muito mais que os aviões. Mesmo com as previsões e a segurança dos portos, prosseguir a viagem se faz imperativo. Como enfrentar as ondas, os ventos, a brincadeira insana de mergulhar no infinito oceano da imaginação e do espírito da bem aventurada viagem da vida??
O estômago embrulha, o vômito sai involuntariamente, a pele se enche de um suor gelado e azedo. O som da lâmina cortando em linhas irregulares o oceano, parece que não chegamos a lugar nenhum. Pois navegar é como entrar numa eterna e escura noite. Até o dia amanhecer e trazer junto com o sol, a suave brisa que sopra na vela e nos conduz até o destino.
Destino incerto, temporário, lugar de repouso e descanso, onde encontramos a paz necessária para recuperar as forças e traçar novas rotas, novos trajetos.
Para onde vamos agora? Viajar de que? Em que porto chegarei? Por quanto tempo repousarei?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Coquimbo é uma pequena cidade ao norte do Chile, próxima a Valparaíso.

La Serena é o bairro mais popular com o conhecido mercado público chamado La Recova, onde se pode encontrar lembranças, souvenirs e iguarias típicas da culinária chilena.

No local onde chegam os cruzeiros marítimos há um calçadão onde encontram-se inúmeras barracas com artesanatos e presentes. Mais a frente vê-se o mercado de peixe, onde pode-se consumir um excelente ceviche por apenas 1 u$, o que equivale a seiscentos pesos chilenos (isto em Dezembro de 2008).

Existem muitos táxis disponíveis e deve-se barganhar sempre, pois quando percebem que a pessoa é turista cobram um pouco mais. De Coquimbo para La Serena, isto é, exatamente do final do calçadão até o mercado público La Recova em Serena, a corrida sai a uns 10 u$ (talvez um pouco mais) e leva mais ou menos 30 minutos. A paisagem não é das mais privilegiadas, porém, pode-se perceber o enorme potencial turístico do Chile.

Coquimbo vale a visita pela simplicidade e simpatia das pessoas, a diversidade de atrativos, no centro - há inúmeros bares e restaurantes construídos em casas antigas - o passeio por La Serena, a praça das armas, La Recova, etc.

Coquimbo vale a viagem simplesmente por caminhar livremente pelo calçadão apreciando a linda vista do mar, dos barcos pesqueiros, das focas e dos pelicanos à beira-mar e desfrutando de uma boa cerveja e um sem número de frutos do mar fresquíssimos.